30 de setembro de 2009

Menos é mais

Fotos: Saffron Brand Consultants




Não quero ressuscitar a velha dicotomia apocalípticos/integrados, mas não dá pra ignorar quando sustentabilidade se torna atributo de marca e nicho de mercado pra uma empresa de peso mundial. Pois foi isso o que aconteceu na Espanha: a Coca-Cola lançou uma nova bebida, “Menos es Más” (Menos é mais), que se diferencia por ser concentrada. Uma garrafinha (275ml) rende até 2 litros: menos embalagem e transporte, redução de custo, cada um dilui como quer...

Ok, não é uma grande revolução, e alguém ainda vai dizer que é mais saudável beber água! Mas a verdade é que a Coca-Cola vende refrigerante, e está adaptando seus processos internos e seu mix pra se ajustar a uma tendência (e seguir vendendo refrigerante).

O produto foi lançado em parceria com um movimento social (www.somosloquehacemos.es) que estimula a responsabilidade e a consciência das pessoas nas escolhas que adotam no seu dia-a-dia. Bem na linha “se todo mundo fizer um pouquinho”, coerente com a proposta da bebida. O site do movimento sugere uma série de atividades (com relação a consumo, cuidados com o meio ambiente, respeito pelas pessoas...) pra construir um mundo melhor, e as pessoas podem se inscrever, se comprometer com as ações e relatar seus pequenos avanços.

Em tempo: a campanha - da Saffron Brand Consultants, responsável pelo nome, conceito e design - é muito bonita e bem humorada.

22 de setembro de 2009

QUE COINCIDÊNCIA!!

Na matéria da Globo sobre o Dia Mundial Sem Carro, o motorista se justifica porque não deixou o carro em casa. Mas o repórter respondeu bem: "Que coincidência! Eu também!"

14 de setembro de 2009

Cow Parade? Não. Protesto.





O Greenpeace realizou hoje uma ação na Avenida Paulista, em São Paulo. Ativistas se vestiram de vacas para protestar contra o desmatamento da Amazônia. A ideia é lembrar que a derrubada das matas para a criação de pastagens é a maior contribuição brasileira para o aquecimento global.

24 de agosto de 2009

Políticas públicas x Emissóes de edifícios

Stockbilder


A segunda edição do Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável, que começa hoje, em São Paulo, marcará o lançamento, no Brasil,do relatório "Avaliação de Políticas Públicas para Redução da Emissão de Gases de Efeito Estufa em Edificações".

O estudo é um levantamento mundial de políticas públicas para edificação e construção sustentável. setor que nos últimos anos se empenhou em desenvolver tecnologias ecoeficientes para toda a cadeia produtiva. Só os edifícios respodem por cerca de 30% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de todo o mundo. O cimento, por sua vez, responde por 12% das emissões.

O relatório pode ser baixado no site do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS).

20 de agosto de 2009

Ecoluxuoso

Fotos: Divulgação


Por mais que todo mundo já tenha ouvido falar, os carros elétricos – abastecidos numa tomada de 110 volts – seguiam parecendo algo distante, coisa de episódio dos Jetsons.

Mas agora parece que a coisa vai andar. O primeiro a ser lançado no cenário mundial, ainda este ano, será o Fisker Karma. Com apoio da finlandesa Valmet, o carro é comparado a outros luxuosos, como modelos da Porche, BMW e Mercedes Benz. Seu preço inicial deve girar em torno de US$ 87,9 mil.

Talvez este seja o principal motivo dos olhos estarem muito mais voltados ao lançamento do Chevrolet Volt, previsto para 2011, mesmo após a empresa ter entrado em concordata. O custo para este modelo deve ser menor e com uma vantagem: o uso de combustível para potencializar a carga elétrica das duas baterias de íons de lítio.

Como funciona? Uma recarga elétrica completa, de 6 a 8 horas, permitirá que o Volt percorra 60 km. Quando as baterias começarem a enfraquecer, o motor a combustão é acionado automaticamente e as baterias passam a ser recarregadas pelo tempo necessário. Isso permite uma incomparável autonomia, já que seu sucessor percorrerá apenas aos 80 km por recarga elétrica

Outro grande atrativo do Volt será o baixo consumo de combustível de seu motor 1,4-litro, cerca de 97,78 km por litro.

Não é um modelo totalmente independente dos combustíveis tradicionais, mas pode ser um passo a frente na diminuição de emissões de gases na atmosfera. Uma idéia interessante e acessível, pelo menos para EUA e Europa onde serão comercializados. No Brasil, como em outros países, talvez possamos encontrar este modelo saculejando em nossas ruas e avenidas tão precárias, dirigido por um cliente disposto a bancar a importação de um produto, para nós, ainda muito sofisticado.

Veja mais fotos AQUI.

(Sandra Almeida)