12 de março de 2010

Casa de Serragem

Foto: Portal Unicamp

Blocos de serragem
aguentam o sopro do lobo mau?

O pesquisador da Unicamp Flávio Dantas Filho conseguiu transformar serragem em blocos e material de enchimento das pré-lajes para construção civil. A descoberta substitui a areia do composto e reutiliza os resíduos "indesejados" de serrarias e madeireiras, evitando que elas sejam queimadas ou jogadas em rios.

Nas contas de Dantas Filho, uma serraria de médio porte, que produza 2 mil m³ de madeira por mês, pode gerar até 620 mil toneladas de serragem por ano.

O pó de serra se comporta como um material mais leve e 3,5 vezes mais isolante térmico que o concreto tradicional. Outro benefício da substituição da areia pela serragem é a acústica dos ambientes, que absorve mais os ruídos. Além disso, “o bloco pesquisado pode fazer parte da decoração do local, pois pode ser pintado e possui o aspecto de alvenaria convencional”, diz o inventor.

11 de março de 2010

Qual será seu próximo saco de lixo?

Foto: Portal G1

É colega, arrume outra solução para o lixinho da cozinha

O rede de supermercados Carrefour anunciou, na última semana, que irá parar de disponibilizar sacolas plásticas em todas as suas lojas (Carrefour, Dia % e Atacadão). A empresa segue o exemplo que WalMart e Pão de Açucar já haviam dado ao engajar sua cadeia de fornecedores a criar produtos sustentáveis e ampliar suas redes de lojas "verdes".

Mas como fica o consumidor nessa decisão? Os brasileiros estão acostumados a utilizar as sacolas plásticas em seus lixos domésticos. De acordo com levantamento feito pela Folha Online, foram utilizadas mais de 15 bilhões de sacolas plásticas no último ano no Brasil.
Para sanar esse problema, o Carrefour desenvolveu uma sacola plástica com capacidade para até dez quilos feita de material bioplástico 100% degradável. Um produto que, segundo a empresa, é totalmente absorvido pela natureza em até 18 semanas (uma sacola plástica comum leva até 300 anos para se decompor).

Ela também garantiu que irá promover fóruns e palestras para os consumidores e esclarecer o impacto ambiental das sacolas plásticas tradicionais, além de oferecer sacos de lixo produzidos com plástico reciclado a um preço subsidiado e disponibilizar caixas de papelão para os consumidores.

Só para efeito de comparação, em Bagladesh as sacolas plásticas foram totalmente eliminadas e na Dinamarca, África do Sul e Quênia os consumidores devem pagar para utilizar as sacolas. Em Washington (EUA) uma lei veta a oferta de sacolas gratuitas. Cada uma delas custa US$ 0,05.

O meio ambiente agradece. Vamos ver se o bolso e a satisfação dos consumidores também agradecerá. Tomara que sim.

10 de março de 2010

Um bom fim para seu antigo PC

Foto: Época Negócios


A loja norte-americana Best Buy resolveu dar um passo em direção à reciclagem de eletrônicos antigos e lançou um programa voltado para isso. Até aí, algo normal, a empresa quer se tornar mais sustentável. Porém, o modo de divulgação deste novo conceito de "e-cycle" (reciclagem de eletrônicos) é bastante inusitado, e pode surpreender quem está passeando pela Times Square, em Nova York, ou por Las Vegas.

A empresa instalou alguns outdoors em alto relevo bem no coração desses locais, com a escrita desenvolvida com equipamentos eletrônicos reutilizados. Na assinatura, a empresa dá o seu recado: “No matter where you bought it, we’ll recycle it.” (Não importa onde você comprou, nós iremos reciclar).

A Best Buy está estimulando os seus consumidores a entregar seus dispositivos antigos a alguma unidade da empresa, que reutiliza e recicla as peças em parceria com seus fornecedores. No vídeo abaixo, podemos ver um vendedor da loja falando sobre a peça e fazendo uma piada sobre seu notebook.

9 de março de 2010

Caneta seca? Sem essa de isqueiro.


A carga da sua caneta está acabando e, por mais que você esquente a ponta dela, ela não volta a escrever ? Os designers Hyo Sun Ahn e Min Koung So desenvolveram uma solução sustentável para isso: uma impressoa colorida que utiliza o restante das cargas de caneta no lugar dos cartuchos de tinta.

O uso é simples, basta que o usuário coloque suas canetas no compartimento de tinta das impressoras, que comportam até quatro esferográficas de uma vez. Assim, as canetas podem ser aproveitadas até o fim e o usuário não as descarta no meio ambiente. O fato de não utilizar cartuchos também gera uma economia financeira.

A sugestão dos designers é colocar canetas em tom de rosa ou vermelho, azul, amarelo e preto, utilizando a mesma escala CMYK que as impressoras tradicionais utilizam. Com isso, pode-se conseguir qualquer coloração ou tom na impressão.

Até o momento, o produto é um protótipo e não está disponível no mercado.

8 de março de 2010

Calorzinho gostoso, sem cheiro nem fumaça

Foto: Divulgação/Bakoko Design

A Bakoko, empresa de design japonesa, inventou uma casa que é aquecida com o calor natural emitido pelo lixo orgânico. Chamada de Comploo, a residência é ideal para áreas abertas, como jardins, tem formato circular e produz calor a partir de restos de folhas e comida, por exemplo.

Dentro de suas paredes, há lixeiras individuais, que captam o lixo produzido pelas pessoas que estão dentro dela. O calor gerado por esses produtos é distribuído por um anel que circula a casa aquecendo todo o interior.

O projeto busca vender essa solução para para aquecer não só casas de jardim mas também outros locais, como hotéis. A sugestão é que o uso desse sistema seja em locais que gerem uma quantidade grande de lixo orgânico, como bares e restaurantes.

Por enquanto, a empresa ainda está resolvendo algumas imperfeições e não disponibilizou o produto para o mercado. Um dos principais problemas é a dificuldade de tirar o lixo decomposto das lixeiras quando ele parar de produzir calor.